Da literatura, parte três

Qual é a nossa história? Tudo está no contar. As histórias são bússolas e arquitectura; navegamos por elas, construímos os nossos santuários e as nossas prisões com elas, e não ter uma história é estarmos perdidos na vastidão do mundo que se espalha em todas as direcções como a tundra árctica ou o mar de gelo. Amar alguém é pormo-nos no seu lugar, dizemos, que é pormo-nos na sua história, ou descobrimos como contar a nós próprios a sua história.


in Esta Distante Proximidade de Rebecca Solnit (Quetzal, 2015)


Quando o primeiro parágrafo de um livro dedicado às mães, e aos lobos, não poderia começar de outra forma.