Da vida na aldeia, parte treze

Matosinhos, Porto - Janeiro de 2017.


Para o arquitecto da minha vida:

De quantos ofícios há no mundo, o mais belo e o mais trágico é o de criar arte. É ele o único onde um dia não pode ser igual ao que passou. O artista tem a condenação e o dom de nunca poder automatizar a mão, o gosto, os olhos, a enxada. Quando deixa de descobrir, de sofrer a dúvida, de caminhar na incerteza e no desespero - está perdido.


in Diário, vols. I a IV de Miguel Torga (Dom Quixote, 1995)