Da vida na aldeia, parte vinte e sete





Póvoa de Varzim, Março de 2017.


Sempre considerei a fotografia um acto solitário. Na verdade, durante muito tempo, rumei montanha acima sem companhia, somente eu e a minha câmara fotográfica. Foi aí, longe da multidão, que assinalei o meu amor pela fotografia, foi aí, entre o silêncio, que percebi qual o meu lugar neste mundo tão denso da arte. Foi necessário atravessar este caminho para me reencontrar e descobrir que, para captar imagens providas de vida, é essencial estar em comunhão com a natureza. Aprendi muito, desaprendi na mesma dose. Dei passos à frente, alguns atrás. Mas cheguei lá. Aqui.
Hoje, ainda que fotografar seja um acto de reflexão, muitas vezes reservado, é também um exercício de partilha e generosidade. E, tal como todos os bons sentimentos e acções, é obrigatório o companheirismo.


Fotografias da autoria de ___keepdreaming___. Com Pedro Marques e Jacinto Rodrigues.