Da literatura, parte quinze

Lembramo-nos tantas vezes do outro mundo, aquele em que não vivemos. E é sempre melhor ou pior do que este que nos calhou. Nunca corresponde inteiramente ao real. Somos tantas vezes Alice, na nossa própria memória, como um dia fomos menino ou menina. É a nossa maneira de insistirmos em ser humanos.


in Eu sou a Árvore de Possidónio Cachapa (Companhia das Letras, 2016).