Da Literatura, parte vinte e três

Tenho lido muito, tenho lido bastante, até. No entanto, tenho folheado obras completamente diferentes do habitual para alguém que, na sua maioria, opta pelos clássicos ou por livros fora da esfera das massas. Dado o elevado grau de trabalho dos últimos meses, o meu poder de concentração ressentiu-se e, por alguma influência externa, acabei por dar hipótese a uma série de policiais que me têm preenchido as horas de ócio. Primeiro a Camilla Läckberg, depois, e actualmente, a saga Millenium do autor, também ele de nacionalidade sueca, Stieg Larsson. A primeira, de uma simplicidade atroz, entretém, apenas. Não que isso seja uma catalogação depreciativa, não, até porque devorei dois dos seus primeiros livros em meia dúzia de dias. São, na verdade, um bom substituo às séries pelas quais vou passando os olhos no Netflix. Por outro lado, Stieg Larsson faz juz a todas as críticas positivas que ouvi e li. A trilogia que conta a história de Lisbeth Salender é acima da média de qualquer outro policial que alguma vez tenha lido. É uma série bem construída, com uma linguagem cuidada e com um enredo que ultrapassa, em muito, algumas teorias da conspiração. No entanto, já em fase de desespero para terminar o último livro, começo a sentir a ressaca dos meus livros. De facto, se há algo que os policiais me demonstraram é que necessito, com urgência, retornar aos clássicos.

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