Diário, parte nove

Porque não existe o feio e o bonito na arte que é a Literatura. Não existe, sequer, a alegria e a tristeza. Existe, apenas, a beleza. A beleza que, intrinsecamente, até na melancolia está presente. Cabe àqueles que escrevem, no seu ínfimo dom descritivo, realçar nos pequenos pormenores a harmonia da amargura. E é por isto que continuo a preferir os nórdicos. Gente rigorosa e desprovida de poesia. Gente que, até na sua rudeza, sublinha que em tudo existe encanto.

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