Diário, parte dezanove

Um dia, tenho esperança de viver numa sociedade que entenda na perfeição quais as consequências de copiar palavras e fotografias alheias sem indicar os devidos créditos. Tenho, até, alguma expectativa que consigam alcançar que plágio é um acto grave e indecente. Um dia, talvez, essas mesmas pessoas irão compreender que uma cópia é apenas isso, uma cópia. Uma imagem do original que, ainda se conseguindo assemelhar ao mesmo, nunca o irá substituir. Um dia, talvez amanhã, a vida se revele em todo o seu esplendor e a originalidade se transmita como uma doença contagiosa e ocupe um lugar exclusivo em cada um de nós. Porque para tudo há que existir um conceito, no singular. 


A identidade é ser um, e não outro.


in No Outono de Karl Ove Knausgård (Relógio D'Água, 2016)

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