Da vida na aldeia, parte sessenta e dois

Vianden, Luxemburgo.

Não lamento nada. E isto é importante, de facto. Quando as coisas mudaram e comecei não apenas a ser mais silenciosa, mas também a amar o silêncio, a querer compreendê-lo e a persegui-lo, tanto na prática como na teoria, não senti que fugia de nada. Pelo contrário, eu queria mais. Eu tinha tudo e não era suficiente. O silêncio é um complemento, e não uma rejeição, da sociabilidade e dos amigos, e dos períodos de profunda satisfação emocional e profissional. Tive sorte, ou recebi uma graça divina; num sentido profundo (...) penso que o silêncio tentou encontrar-me e não o contrário.


in O Livro do Silêncio de Sara Maitland (Estrela Polar, 2011)

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