Da vida na aldeia, parte setenta e dois

Foz do Douro.


Na orla do mar,
no rumor do vento,
onde esteve a linha
pura do teu rosto
ou só pensamento
– e mora, secreto,
intenso, solar,
todo o meu desejo –
aí vou colher
a rosa e a palma.
Onde a pedra é flor,
onde o corpo é alma.


Eugénio de Andrade.

Sem comentários:

Enviar um comentário